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Mais ou menas
Menas com menas dá mais
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Segunda-feira, Maio 31, 2004 :::
O avião balança... treme mais não cai.
Um ambiente interessante é aeroporto. Interessante não - balada, eu diria. Pô, todo mundo que faz viagem internacional, sem exceção, passa por aeroporto. Não há como fugir. Sabe quando os Rolling Stones vieram pro Brasil? Então, estiveram no aeroporto. E quando os times fazem o "Projeto Tóquio"? Aeroporto na veia pra eles.
Eu nunca vi pessoas famosas no aeroporto, até porque vou lá uma, duas vezes por ano e olhe lá. Pobre é fogo. Mas olha só, minha irmã até viu gente importante. No mesmo avião que ela nesses dia estava o Henri Castelli, aquele de São Bernardo. E depois, no saguão do aeroporto, ela encontrou o cara da propaganda da Marabraz:
Divertido, divertido.
::: posted by Olavo Soares at 16:02
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Quarta-feira, Maio 26, 2004 :::
Responde ou paga?
E não é que o Passa ou Repassa ainda existe? De verdade. Agora pouco, mudando os canais da minha TV, vi que o programa ainda está lá. Com os mesmos jogos, as mesmas perguntas inteligentes, as mesmas tortas na cara, o mesmo apresentador, tudo.
Mas o fato é que o prestígio desse programa (se é que um dia existiu) hoje é quase nenhum. Antes comentado, o Passa ou Repassa hoje só é de conhecimento de sua produção - e dos jovens que lá se divertem e aparecem, claro. Triste fim para um programa que já teve entre seus apresentadores os consagrados Gugu e Angélica.
Acho que essa atração merecia mais. Merecia voltar a ser assunto. E tenho uma sugestão para isso. Porque não trazer ao programa competidores que lá estiveram há 10, 12 anos? Ia ser interessante ver no estúdio do SBT médicos, profissionais liberais, executivos e outros estourando bexigas, fugindo de tortas na cara, essas coisas. Mas é claro que as perguntas teriam que ser adaptadas ao nível intelectual dos competidores.
Seria uma boa idéia. Já posso ver o Celso Portiolli, com uma ficha na mão, perguntando: "O pessimismo de Schopenhauer foi preponderante para a formação da consciência filosófica no século XX? Responde ou passa?", enquanto ao seu lado um professor universitário e um investidor da bolsa estariam com as mãos levantadas, na expectativa da pergunta.
::: posted by Olavo Soares at 19:06
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Domingo, Maio 23, 2004 :::
Que Mário?
- O que você está falando é verdade, sim, mas e daí?
- E daí? Abaixa as calças e mija aí!
Bons tempos em que as discussões podiam ser resolvidas dessa maneira.
::: posted by Olavo Soares at 23:29
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Quinta-feira, Maio 20, 2004 :::
Publicidade animal
Às vezes dá pra perceber quando uma pessoa está na profissão errada. Ou melhor: não que ela não exerça a atual com competência, mas é nítido que há uma ponta de frustração por não ter seguido outra carreira. Isso é o que noto cada vez mais em relação a alguns veterinários. Coitados, muitos gostariam de seguir carreira de Publicidade, dada a criatividade que possuem, mas não puderam. E aí, extravasam sua genialidade através do nome de suas clínicas.
Em Diadema, temos a Diadecão Veterinária. Sacaram o trocadilho do nome? Diade de Diadema, numa alusão à cidade onde está localizado o estabelecimento; e Diade de Dia de cão, aquele dia que todos nós temos alguma vez na vida. Gênio.
Os cãezinhos da Zona Sul de São Paulo podem ser tratados na Clínica Veterinária 18 Kilatem. Falaí, 18 Kilatem é ou não foda demais? É toda uma referência ao brilho dos animais, reluzentes como jóias de vários quilates. Atentem para o "K" no início do nome, dando um ar de modernidade. Espetacular.
O trabalho veterinário é um pouco burocrático, certo? Às vezes dá saudade de um clima tropical, uma praia, não? Não na Veterinária Cãocun. É, Cãocun. Caso você ainda não tenha percebido, é uma alusão aquela cidade pra onde as pessoas vão e voltam ostentando camisas do "Señor Frogs" por aí, Cancun. Muito bom, muito bom.
Ah, mas é claro que não poderia faltar um nome em inglês nessa série... pra isso temos a Clínica Dogtor. Doc-dog, doc-dog, sacaram o chiste? Excelente.
É a vida, amigos. Se nossos cãezinhos não saírem vivos, pelo menos temos o consolo de os termos levado a lugares, digamos, irreverentes.
::: posted by Olavo Soares at 10:27
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Quarta-feira, Maio 19, 2004 :::
Uma pergunta
Existe verso mais irritante/nojento/escroto na MPB do que "Quando ouvi Prince, dancei", do Chico César?
::: posted by Olavo Soares at 01:18
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Sexta-feira, Maio 14, 2004 :::
Nos tempos do Halley
Por razões acadêmicas que não vem ao caso ficar explicando, passei grande parte dessa semana lendo jornais antigos, de 84/85/86. E não é que o negócio, embora cansativo, é de certo modo divertido?
O legal é ver o contaste das manchetes. "Tancredo é internado"; "Tancredo toma posse em dez dias"; "Médicos já não sabem o que fazer por Tancredo"; "Tancredo apresenta melhoras e reanima médicos", num dia, e no dia seguinte, "O fim da esperança", com uma foto de pessoas chorando. Interessante, interessante.
Mas acho que o mais divertido é o anúncio dos filmes em cartaz. Ver "Top Gun", "Rambo 2" e "Tira da Pesada" anunciados como novidades é muito legal. Porém, nenhum anúncio me chamou mais a atenção do que o do filme "Mulheres que F...".
É F... mesmo, com três pontinhos, não estou abreviando a palavra não. O nome do filme é assim. Ou melhor, era.
Falo era porque na sequência dos dias dá pra perceber o impacto que esse filme causou na sociedade. No começo, tava lá o enigmático F..., com suas reticências dando margem a uma série de pensamentos. Depois, o anúncio se transformou, e um biquíni bem mal desenhado apareceu na moça que emprestava seu corpo para a propaganda. E o F... foi transformado num Fazem, mais politicamente correto. Divertido.
::: posted by Olavo Soares at 20:53
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Domingo, Maio 09, 2004 :::
Interrompemos nossa programação
Falta pouco, só alguns meses, para a programação televisiva atingir o seu ápice, o auge de tudo o que pode ser exibido na TV, que infelizmente só vem de dois em dois anos: o horário político.
Mas discretamente, ainda que proibida, a propaganda eleitoral começa a mostrar suas garras. E peças históricas já começam a aparecer. Como essa que vi hoje, num muro em Santo André:
"FLÁVIO ELETRICISTA: Esse é o que liga."
Dá até vontade de votar num cara desses.
::: posted by Olavo Soares at 17:21
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Quinta-feira, Maio 06, 2004 :::
Mestrado em picaretagem
Tô lendo um livro sobre Mitologia ("O Poder do Mito", de Joseph Campbell) que em um determinado trecho traz a seguinte passagem:
"Uma vez um mestre zen parou diante de seus discípulos, prestes a proferir um sermão. No instante em que ele ia abrir a boca, um pássaro cantou. E ele disse: 'O sermão já foi proferido'. "
Porra, isso é sacanagem. Se eu sou discípulo desse mestre e me dou o trabalho de tomar banho, sair de casa, pegar trânsito, ir até o encontro do safado e ele me fala uma coisa dessa, acho que eu mato. Vai ser picareta assim lá na Índia.
::: posted by Olavo Soares at 21:00
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Terça-feira, Maio 04, 2004 :::
Santos, eu sou Jovem do Santos
E então hoje o rapaz corinthiano que foi atacado por torcedores palmeireneses morreu. Uma história estranha do começo ao fim, que passa até por negligência de policiais e por um péssimo atendimento recebido pelo garoto nos hospitais públicos.
Mais uma vítima das brigas entre torcidas.
Como sempre, choverão ataques nos jornais, nas rádios, e nos programas televisivos. Como sempre, discursos raivosos serão direcionados contra as torcidas organizadas, comentaristas dirão que "esses bandidos retiram as famílias dos estádios". Como sempre, uma série de besteiras - ou mentiras, não sei se intencionais ou não - serão ditas pelos que têm o poder de opinião nos meios de comunicação.
E tome Fernando Capez, matéria na sede da Gaviões, aquela coisa toda que estamos cansados de ver.
Não é possível que um simples torcedor de arquibancada como eu tenha mais informação/lucidez do que essas pessoas que são pagas para dar suas opiniões em rede pública. Sim, porque não há asneira maior do que atribuir essa morte (e algumas outras) às instituições como Torcida Jovem, Gaviões da Fiel, Mancha Verde e afins.
Claro que é fácil - e populista - ir à TV e discursar contra as Organizadas. O cara faz pinta de defensor do povo, e ainda por cima pode se gabar que "fala o que pensa sem medo de ameaças".
Mas é óbvio, nítido e claro que a raiz do problema é bem mais profunda. As brigas, em 99% dos casos, não se dão entre torcedores de organizadas. A coisa é entre grupos menores, que se encontram casualmente, sem lugares estabelecidos ou coisa parecida. É só ver alguém diferente e pronto. Independentemente da existência da Gaviões ou da Mancha Verde. Basta ser oposição, diferente, afronta.
Quanto a isso, não há extinção de torcidas que resolva. Porque a coisa se dá num campo menor, do indivíduo, de pequenos grupos. De pessoas com referencial de violência diferente do meu, do seu. Pessoas que saem com ódio de casa, seja por causa do futebol ou não.
::: posted by Olavo Soares at 22:49
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Domingo, Maio 02, 2004 :::
Yoga Chaves
Ei, você aí. Você mesmo.
Seja o que for que estiver fazendo agora - trabalhando, estudando, falando no MSN ou brincando no orkut - pare imediatamente e acesse o site globax.tk. Lá, faça o download de Street Chaves.
É isso mesmo que você pode ter deduzido. Street Chaves. Uma mistura de Street Fighter com Chaves. Para criar lutas de Chiquinha contra Professor Girafales, Quico contra Seu Madruga e até mesmo Pati contra Senhor Furtado.
Misturaram Street Fighter com Chaves, veja só que coisa. Juntaram duas das maiores criações da humanidade em uma só. O mundo precisa de mais gênios como esses.
::: posted by Olavo Soares at 18:42
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