Mais ou menas Menas com menas dá mais



Quinta-feira, Janeiro 27, 2005 :::

ABC, ABC

Tá em todos os lugares: Ronaldinho grava apelo a seqüestradores de brasileiro no Iraque.

Péssima escolha, eu creio. Ronaldo pode ter moral, ser uma estrela em evidência, um nome incomparável no esporte atual, mas se é pra escolher alguém do meio do futebol, outro homem seria o ideal. Falo de ninguém menos que Pelé. Ele tem mais fama e mais glórias do que o dentuço, e mais que isso: tem uma frase de efeito que seria perfeita para a ocasião. Já posso ver o negão falando:



"Libertem o brasileiro. Eu libertaria."

::: posted by Olavo Soares at 11:05
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Sexta-feira, Janeiro 21, 2005 :::

O novo Ari Toledo

Hoje eu tava lembrando de uma piada que inventei quando tinha uns 7, 8 anos. Segue:

Um português coloca em frente à sua casa uma placa que diz "Temos Gelo". Poucos minutos depois toca a campainha:
- Bom dia, eu queria comprar dois sacos de gelo.
- Mas o pá! Eu não estou a vendeire!
- Não? E essa placa aqui?
- Disse que tenho, mas não que vendo, ora pois!

Ainda bem que não investi na carreira humorística.

::: posted by Olavo Soares at 12:02
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Segunda-feira, Janeiro 10, 2005 :::

A palavra "mercenário" - ou melhor, seu significado - é velha, quase que contemporânea à história humana. Sempre houve pessoas dispostas a lutar unicamente por dinheiro. Na guerra, enquanto grande parte dos soldados combatia por amor à pátria, muitos outros estavam lá unicamente para levar um tutuzinho depois da peleja. Isso era, é e será assim.

Porém, o mundo do futebol conferiu um novo significado a esse vocábulo. Mercenário passa a ser não apenas aquele que faz algo por dinheiro. No meio futebolístico, o mercenário é aquele que larga ideais, seguidores e tradição em nome de uma verba melhor no fim do mês.

Mais do que alguém com dinheiro, o mercenário passa a ser "persona non grata" onde estiver. Creio que não existam ofensas mais fortes que essa. De fato, pode-se ver atletas assumindo que não são muito bons, ou até mesmo que são indisciplinados, mas nunca apareceu um que dissesse "eu sou mercenário mesmo".

Apresento então, nessa série, alguns Grandes mercenários da humanidade.

(P.S.: esse blog tá mais que morto, e eu nunca fui de levar séries adiante. Não esperem a continuação disso. Pronto, tá avisado.)

Grandes mercenários da humanidade, parte I - Judas Iscariotes



Judas Iscariotes foi o precursor dessa linha que hoje tem nomes mais consagrados como Deivid, Rincón, Luxemburgo e, mais recentemente, Vágner Love.

A história dele todo mundo conhece: se vendeu para o Império Romano e entregou Jesus, a quem seguia, por 20 dinheiros. Esse "dinheiro", pra quem não sabe, era a moeda da época. Algo como uma URV (lembram?), porque não perdia nunca o seu valor.

O curioso é que o caso de Judas foi semelhante aos atuais: já dava pra saber que ele ia dar uma pisada na bola. Jesus cansou de avisar que seria traído, que "um entre vocês irá me entregar", e por aí vai.

Esse comentário, como era de esperado, serviu para rachar o elenco. O clima entre os apóstolos já não era dos melhores, mas depois da revelação tudo piorou. Foram formadas igrejinhas (literalmente!) entre os discípulos para ver de onde saía o criminoso. Até que saiu.

E para comprovar a tradição do mercenário, Judas nunca mais foi o mesmo. Viveu problemas no seu novo clube (o do Capeta), não se adaptou ao elenco e a prova disso é que pouco tempo depois se suicidaria. O que ele não sabia era que o espírito dele permaneceria nos corações de muita gente bem depois da sua morte.

::: posted by Olavo Soares at 16:00
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Sábado, Janeiro 01, 2005 :::

Primeiro post do ano

E então, hoje, na capital paulista, tudo foi oficializado. Gilberto Kassab é o novo vice-prefeito de São Paulo.



É o do meio, pra quem não sabe

Acho que as pessoas ainda não se deram conta dessa situação. Os paulistanos, creio eu, ainda não têm noção do que foi eleger Kassab para esse cargo. Um erro. Uma falha. Um tropeço que não cedo será esquecido.

Falo isso por causa das denúncias de corrupção, do PFL, do caráter de Kassab ou sei lá o quê? Não, claro que não! Minha preocupação é a seguinte: como vai ficar, em 2006, o Horário Político sem a musiquinha "quem sabe, sabe, vota comigo, federal é Kassab, estadual é Rodrigo"?

Lamentável.

::: posted by Olavo Soares at 19:02
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