Mais ou menas Menas com menas dá mais



Quarta-feira, Dezembro 21, 2005 :::

Comunicado

Breve aviso aos leitores: quando eu tive algumas idéias pra escrever aqui, o site estava fora do ar. Agora, quando o site está funcionando, estou sem idéias.

Vou tentar pensar em algo, prometo.

::: posted by Olavo Soares at 16:42
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Sexta-feira, Dezembro 02, 2005 :::

Fator 15

Vai chegando o fim do ano, Natal, Reveillon, Simone, aquelas coisas todas, e no meio disso, o verão. Junto com o verão, o calor. E com o calor, um fenômeno típico dos idos de dezembro/janeiro: os comerciais de protetor solar.

Sim, sim, aquelas gosmas que dizem que fazem bem à saúde e são imprescindíveis nos dias atuais - se tem uma coisa que me faz gostar mais do "antigamente" era o pouco valor dado a esses protetores - "lavam a égua" nessa época do ano, como se fala no interior. Entre um anúncio e outro de brinquedos, entre uma campanha contra a fome e a chamada do especial do Roberto Carlos, já topamos com peças publicitárias que tentam nos empurrar a proteção contra a pele.

Elas seguem, via de regra, o mesmo figurino. Praia, pessoas animadas, descontração e tal e todo mundo passando o creminho na pele. Gente loira, negra, mulata, oriental, e sei lá mais o quê mandando ver no protetor. Sempre há a "originalíssima" comparação do não-usuário de protetor com um pimentão, e também as crianças que, por não usarem o protetor, têm que andar por aí com aquelas faixas brancas de creme nas bochechas. É, criatividade não é o forte do pessoal.

Há desde o clássico Copertone, cujo anúncio da criança tendo sua parte de baixo arrancada por um tarado cãozinho tornou-se um ícone cult. Fosse produzido hoje em dia, tal anúncio seria indiciado por pedofilia e só encontraria apoiadores em Neverland. Mas superou os padrões de moral, ética e bom gosto para achar seu lugar entre os ícones do mundo publicitário.

E falando em mundo publicitário, não sei como ninguém desse meio se opôs à marca Cenoura e Bronze. Só eu ou mais alguém aí acha esse nome feio, pouco publicitário, que dá impressão de tudo, menos de um protetor solar? Quem quer ficar com cor de cenoura? Bronze vá lá, mas cenoura não tem nada a ver. Fora que não dá pra fazer slogan, não encaixa com nada, não imagino uma frase legal que sincronize com esse produto. O pior é que ele segue vivo, vai ganhando espaço com certa força. Sei lá.

Mas o mais épico da categoria é o Sundown. O produto, cujo nome foi plagiado (ou não, não sei quem copiou quem ou se é a mesma rede) por uma marca de bicicletas e, mais recentemente, motonetas (gostaram?), marcou época com suas campanhas televisivas. Quem não se lembra dos dois garotinhos que parodiavam uma canção da bossa-nova (que não sei de quem é), que acabava com "Sundown ela usa, não é de ninguém / não pode ser minha / nem minha também"? E, claro, aquele que pode ser considerado o maior comercial de protetor solar de todos os tempos: do gordinho que percorria a praia vendendo chapéu! Quem lembra? O auge era o momento em que o cidadão chutava - com mais delicadeza do que o momento necessitava - um indefeso Sundown para escondê-lo. No final, ele decidia do seu negócio de chapéus para montar uma barraquinha de Sundown. O irônico era que o protetor vendia como água - na mesma praia que, minutos antes, cada banhista possuía seu próprio Sundown, numa média incomparável de protetor por turista.

Enfim, conviveremos com esses produtos até meados de fevereiro, quando chega o Carnaval e as campanhas pró-camisinha ganham corpo. Mas isso é assunto pra outro dia.

::: posted by Olavo Soares at 16:30
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