Mais ou menas Menas com menas dá mais



Quinta-feira, Junho 21, 2007 :::

A pior parte é o "formados"

Cartaz encontrado em um shopping na Zona Oeste de São Paulo. É verídico, muito verídico, antes que perguntem. Uma leitora ativa dessa humilde página, que trabalha no referido shopping, que me repassou o artigo.

Divirtam-se:



O carimbinho com o meu site aí é só pra fingir que sou muito visitado e pra eu acreditar que alguém vai ficar repassando a imagem por aí. Ah, e é pra evitar que o Kibe Loco anuncie a imagem por lá como mais uma de suas "descobertas".

::: posted by Olavo Soares at 10:50
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Terça-feira, Junho 19, 2007 :::

Fritas acompanham?

Já discorri, tempos atrás, sobre a presença cada vez mais constante do acréscimo de gelo e limão nas cocas-colas vendidas por aí. Reitero que respeito a liberdade de cada um consumir sua coca-cola como melhor lhe convir; o que não engulo (literalmente, aliás) é a imposição disso na aquisição rotineira do refrigerante.

Como citado, gelo e limão são acréscimos - e devem ser interpretados como tal. Quem quiser que peça e, quem não falar nada no ato do pedido, deve receber sua coca-cola de maneira "natural", ou seja, gelada no ponto certo.

E espantei o que vi hoje. Definitivamente gelo e limão deixou de ser um acessório ou coisa de "rico e fresco". Enquanto almoçava num restarante - estou sendo gentil, era um botecão mesmo - vi que todas as mesas à minha volta ostentavam a rodela verde dentro do copo de coca-cola. E pior - um outro cidadão que se servia de tubaína tinha dentro do copo nada menos que gelo e laranja! Ou seja, isso chegou a todas as esferas sociais, é uma invasão sem precedentes!

Sigo minha luta, minha isolada luta, contra essa imposição. Mas já temo o dia em que o padrão será encontrar pepsi twist light com gelo e limão - e ai de quem pedir o contrário. Quem sabe a partir daí eu não largo definitivamente esse vício...

::: posted by Olavo Soares at 13:36
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Quinta-feira, Junho 14, 2007 :::

Fred Astaire

A música "Cinema", do Ice MC, todo mundo conhece, certo? É aquela em que ficam se repetindo nomes e mais nomes de "astros de Hollywood" seguidos de gritinhos que variam entre "uh" e "yeah".

Foi um grande hit da dance music na transição entre os anos 1980 e 1990 e que até hoje é muito cantarolada por aí.

Com base nisso, questiono: se todo mundo conhece essa música, por que todo mundo, na hora de cantá-la, começa gritando "Eddie Murphy!"? Se são citados uns 500 atores e atrizes, por que o Príncipe Akeem figura invariavelmente como o "Top of Mind"? Difícil compreender.

Em todo caso, divirtam-se com a referida música e seu clipe estranho:



::: posted by Olavo Soares at 10:41
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Terça-feira, Junho 12, 2007 :::

Agora vai?

Um dos maiores ícones de São Bernardo do Campo pode passar por uma transformação definitiva. Está no ar o site Vende Best Shop.

Pra quem não é da cidade, esclareço: o Best Shopping é um shopping (dã) que está abandonado há mais de 10 anos. Foi fundado no final da década de 1980 - ainda com o nome de ABC Shopping -, depois renomeou-se para Best e, a partir da metade da década de 1990, entrou num ocaso danado. Sua decadência teve como comprovação a instalação de uma feira permanente de malhas - algo totalmente não-condizente com o porte que o shopping queria ter quando da sua criação.

E em 1997, se não me engano, o shopping foi fechado de vez. Seu prédio permanece, desde então, intocado. Os boatos fazem a festa. Já foi dito que o Best viraria uma casa de shows, faculdade, um novo shopping, prédio da prefeitura e, obviamente, templo da Igreja Universal. Mas nada disso aconteceu.

Estamos na torcida para que o shopping tenha um fim decente. E, se voltar a ser shopping, que tenha uma praça de alimentação respeitável.

::: posted by Olavo Soares at 10:20
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Quinta-feira, Junho 07, 2007 :::

Um dos assuntos que mais dominou a mídia - em especial os cadernos culturais - nos últimos tempos foram as comemorações aos 40 anos de lançamento de Sgt. Peppers Lonely Heart Club, o mais importante disco da carreira dos Beatles. Digno de nota, sem dúvida nenhuma. Mas acredito que há dois álbuns brasileiros que também fazem aniversários "redondos" em 2007 e merecem muitas, muitas homenagens.

Falo dos 10 anos de lançamento de É o Tchan do Brasil e do primeiro disco de Claudinho e Buchecha.

É o Tchan do Brasil



Se compararmos a carreira do É o Tchan com uma parábola, É o Tchan do Brasil representará o auge, aquele ponto cujas coordenadas são o x-vértice e o y-vértice (lembram?). O que vem antes disso é "ascensão", e o que veio depois foi "decadência".

Foi o primeiro álbum em que Scheila Carvalho juntou-se ao corpo de dançarinos do grupo. E também marcou a fase étnico-temática do É o Tchan, em que suas canções deixavam de lado o simples "rebola aqui" e "põe a mão na bundinha" para focar temas específicos e dar ao rebolado uma cara nova. "Ralando o Tchan [A dança do ventre]", primeira música do álbum, é a canção que deu origem a esse estilo musical do grupo - que viria a ser repetido nos outros discos, com hits como "Arigatchan" e "Tchan no Havaí".

Outro mérito histórico de É o Tchan do Brasil foi trazer, pela primeira vez, Carla Perez nos vocais de uma canção do grupo. Trata-se de "Nega Vá", na qual ela dividiu os vocais com Beto Jamaica. Falando em Carla Perez, vale lembrar que É o Tchan do Brasil foi o último álbum com ela fazendo parte do elenco do grupo - no disco seguinte, É o Tchan do Havaí, Sheila Mello já fazia o papel de "loira do tchan", esse ícone da sensualidade brasileira nos anos 1990.

O principal hit de É o Tchan do Brasil foi a já citada "Ralando o Tchan [A dança do ventre]". Mas os melhores momentos do álbum estão na sua faixa 7, a "Dança do põe-põe", e na 8, "Disque Tchan [Alô, é tchan]", uma verdadeira bomba.

Claudinho e Buchecha



Se tivéssemos muito rigor histórico, excluiríamos esse disco da lista. Afinal, seu lançamento real ocorreu em 1996. Mas foi no ano seguinte que o álbum rompeu as fronteiras do Rio, ganhou o Brasil e se tornou um verdadeiro sucesso nacional.

O funk carioca já não era exatamente uma novidade. Alcançou sua primeira exposição no início dos anos 1990 e passou por um verdadeiro boom no biênio 1994/95, com a exploração à exaustão do gênero no programa Xuxa Hits - é dessa época que o Brasil conheceu nomes como Cidinho e Doca e seu épico "Eu só quero é ser feliz", talvez o melhor funk do Rio de todos os tempos.

Mas ainda havia uma barreira para que esse gênero fizesse um efetivo sucesso no Brasil. Claudinho e Buchecha a quebraram, de início, com "Conquista" - uma música de certo modo estranha, que fugia dos padrões e do "batidão" do funk e apelava para um estilo romântico. Versos como "não, não é mentira / nem hipocrisia, é amor" e o gemido "oh, yes", repetido inúmeras vezes na canção, causavam estranhamento e, ao mesmo tempo, eram daqueles que grudam no inconsciente.

Rapidamente, sem que se desse conta, Claudinho e Buchecha já não eram mais "marginais" - apareciam como estrelas do Faustão e conseguiram até um prêmio até então inimaginável, o da categoria Revelação no VMB da MTV. Além de "Conquista", o álbum de estréia apresentou a boa "Nosso Sonho" - imortalizada pelo centroavante Ronaldo em um comercial da Nike, quem lembra? - e uma interessante regravação de "Tempos Modernos", de Lulu Santos. A imprevisibilidade do álbum se confirmava em sua última faixa, "Só nós dois", um verdadeiro pagodão, na qual o funk passava longe, longe.

A carreira se consolidou nos discos seguintes e hits como "Quero te encontrar", "Só Love" e "Xereta" ganharam bastante repercussão. Infelizmente, uma fatalidade tirou a vida de Claudinho em 2002 e, de lá pra cá, Buchecha não conseguiu reemplacar sua carreira artística, ao menos em termos nacionais.

::: posted by Olavo Soares at 17:41
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Segunda-feira, Junho 04, 2007 :::

Control

Alguns nomes são feios por excelência, sem essa de serem vitimados porque a moda mudou de uns tempos pra cá. Ou por acaso algum dia graças como Leovegildo, Mirosmar ou Austragésilo foram bonitas?

Claro que há aqueles que foram bonitos um dia e, por circunstâncias dessa tão imprevisível moda, tornaram-se tão antiquados quanto usar a camisa pra dentro. Clássicos como Antônio, Osvaldo, Marlene, Rosa, Francisco e até mesmo o nome desse que voz escreve - Olavo, pra quem não leu o "postado por" na parte de baixo - entram nessa lista. Ah, e fica desde já o aviso pras Nayanes e Taynaras da vida: no futuro, minhas caras, seus nomes serão tão "de velho" quanto Conceição ou Sônia.

O curioso é ver nomes que, nem feios nem bonitos, tornaram-se detestáveis por circunstâncias externas. Novelas, principalmente, são as maiores vilãs nesse sentido. "Renato Mendes", "Maria Clara", "Laura" - só pra ficar em Celebridade - foram execrados devido aos seus personagens da TV Globo.

Há um nome que passa por essa situação. É um nome que já poderia se encaixar na categoria "de velho", mas a internet e os tempos modernos trouxeram sua sonoridade à tona e modificaram a vida de suas portadoras. Estou falando de Edite. Nome célebre, imortalizado pela cantora Edith Piaf, já tinha saído de moda e permanecia em certo repouso. Mas veio a internet e o verbo editar ganhou relevância até então inexistente. E hoje em dia todo mundo fala coisas como "vou editar", "isso já tá editado", "edita isso pra mim", "editei a noite inteira" e por aí vai.

Caramba, deve dar uma bela confusão para as pobres edites. Se de repente todo mundo começasse a utilizar um verbo como olavar, acho que eu ficaria doido.

::: posted by Olavo Soares at 15:25
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Sexta-feira, Junho 01, 2007 :::

Chocolate em pó

Vejam que notícia interessante: Dono de bar escondia droga em chocolate.

O relato conta que um comerciante de Atibaia (SP) mantinha a droga num pote usualmente empregado para o armazenamento de inofensivos chocolates.

É uma informação curiosa. E nos faz remeter a um verdadeiro mito do início dos anos 1990: as balas Van Melle com cocaína. Quem lembra dessa? O rolo foi o seguinte: algumas crianças que consumiram a referida bala começaram a apresentar sonolência, mudança no comportamento e outros sintomas curiosos. As mães, intrigadas pelo ocorrido, foram investigar a bala e descobriram que algo estranho estava lá dentro. Pesquisas comprovaram que tratava-se de cocaína.

O caso, obviamente, repercutiu. E gerou inúmeras piadas. A mais memorável foi do Casseta e Planeta - ou seria ainda Dóris Para Maiores? - que fez uma paródia ao ritmo de "Ciranda, Cirandinha". Não lembro de toda a música, só da última frase: "tem neguinho alucinando com sorvete de baunilha".

Será que o mix de chocolate com cocaína de Atibaia vai dar o mesmo Ibope? Não sei. Mas de cara, é difícil resistir à tentação de dizer que Diego Maradona planeja uma visita à "capital do morango" para saborear um chocolate local.

::: posted by Olavo Soares at 11:29
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