Segunda-feira, Janeiro 28, 2008 ::: Por uma injeção sem dor
No primeiro dia, fui acordado pelo forte e agoniado choro de uma criança. O lamento do pequeno era forte e desesperador. Lágrimas que se entrecortavam com pedidos de clemência: "tá doendo! Me ajuda! Não quero mais!". Minha reação foi torcer para que o sofrimento do peti fosse encerrado, já que aquilo cortava meu coração. O relógio marcava 7h30.
No segundo dia, a cena se repetiu. Mais um lamento desesperado de uma criança. E, mais uma vez, nas primeiras horas da manhã. Também lamentei pela sorte daquele outro guri, talvez um bebê, que se desesperava.
No terceiro dia, tava lá o choro de novo. Descobri que esse choro ocorre porque a clínica do lado da minha casa está fazendo exames de sangue em crianças.
Então me dei conta - esse choro não é pontual. Vai acontecer todos os dias. INCLUSIVE NOS SÁBADOS.
Hoje, já quis, e que Deus me perdoe, dar motivos reais para que aquelas crianças chorem.
Se eu virar um serial-killer de pequerruchos, não estranhem.
Domingo, Janeiro 20, 2008 ::: Caminho das borboletas
Decidi que vou ficar rico escrevendo livros de auto-ajuda. Se até o Gabriel Chalita pode, por que não eu?
Minha primeira obra vai se chamar "Faça um CRTL+ALT+DEL em você mesma". Lições extraídas de nosso contato direto com o fascinante universo dos microcomputadores.
Segue um trecho:
"Às vezes, é hora de reiniciar. É, reiniciar. Começar de novo, do zero. Você pode! Por que não? Mas não se deve fazer isso simplesmente colocando o dedo no botão, ou mesmo se desplugando da tomada. A reinicialização deve ser feita com calma, com cautela. Primeiro, se desfragmente. Reencaixe seus pensamentos, veja como suas idéias precisam ser colocadas no lugar. Depois promova uma verdadeira limpeza nos seus arquivos temporários. Sabe aquele monte de lembrança que você guarda na mente? Jogue fora! Você não precisa mais delas. E, se por ventura sentir necessidade de resgatar uma coisa ou outra, é melhor carregar esse sentimento desde o início. Com essas etapas concluídas, aí sim é hora de reiniciar. Começar uma nova era."
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O pior da história é que tem gente que escreve essas coisas de verdade...
"AGORA VAI" é uma expressão típica de quem gosta de discutir futebol. É uma interjeição irônica aplicada para ironizar uma contratação feita por algum time. Por exemplo, se um clube contratasse hoje o Júnior Baiano, zagueiro que até foi titular em Copa do Mundo mas depois virou motivo de piada - essa situação mereceria um "AGORA VAI" em letras garrafais.
Mas não é só de futebol que o "AGORA VAI" vive. Ontem eu estava olhando notícias na internet e me deparei com uma que, sinceramente, mais "AGORA VAI" impossível:
Pra quem não se lembra, eles apareceram lá por 1996 tocando uma simpática canção chamada "Uma, duas ou três". Uma ode à masturbação. Praticamente um "I touch myself" brasileiro!
Tinham um projeto de serem conhecidos como banda de surf music, mas acabaram se destacando como "engraçadinhos". Tanto que sua música de trabalho seguinte, "Cai na água José", não emplacou. Entraram para história como banda de uma música só.
Estão tão, mas tão sumidos que nem no Youtube se encontra o clipe dos caras - que, registre-se, foi bem executado à época na MTV. Temos que nos contentar com os covers, como o que segue abaixo. Divirtam-se.
Agora as atenções se voltam para esse carro. Que se chama Nano e foi criado pelo Tata. O melhor jogador de futebol do mundo é o Kaká. E o presidente do Brasil é o Lula.
Será que essa é a tal infantilização que tanto falam?
Num momento de ego, admito, foi ao Google para ver se a nova bandeira da Paraíba aparecia na busca de imagens quando a consulta era feita por... "nova bandeira da Paraíba".
Fiz a pesquisa. Aparecem as fotos do Ed Motta, do Cansei de Ser Sexy e da casa germinada dos posts próximos àquele. Da nova bandeira, nada. O negócio tá meio doido, errado ou eu que sou implicante demais?