Mais ou menas Menas com menas dá mais



Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008 :::

Zeugma

- Então você se deu bem, hein, espertinho?

- Então você se deu bem, hein, espertão?


Não é paradoxal que, em frases como as de cima, aumentativo e diminutivo tenham rigorosamente o mesmo sentido - sentido este que jamais seria alcançado pelo adjetivo em estado bruto?

A língua portuguesa e o mundo das ironias são cheios de curiosidades.

::: posted by Olavo Soares at 17:05
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008 :::

Ainda não gosto do Zeca, que fique claro

Eu tinha achado aquela campanha da Brahma da "Zeca-Hora" ridícula. Aliás, costumo achar ridículo tudo que seja relacionado com Zeca Pagodinho (inclusive, até escrevi sobre isso aqui).

Mas agora fiquei sabendo que tal comercial gerou polêmica entre a comunidade homossexual. A controvérsia, para os gays, estaria no momento em que a tradução literal de happy-hour - "hora alegre" - é ridicularizada para quem a profere. Na propaganda, alguns homens usam a expressão "hora alegre" e são sacaneados pelos seus interlocutores.

Bastou isso para que as associações GLBT atacassem o comercial por homofobia, machismo, etc.. E também para que o ataque fosse direcionado às propagandas de cerveja como um todo. Um ativista gay declarou que "está na hora dos publicitários e das fábricas repensarem seus conceitos e pensarem em expandir suas campanhas não só aos 'machos', mas também às mulheres e aos homens homossexuais".

Longa vida aos homossexuais e às mulheres que bebem cerveja, mas... pô, o que esse povo quer? Campanha direcionada ao público gay pode, às mulheres pode, a tudo quanto é tipo de gente pode, mas aos homens heteros o negócio já é irremediavelmente tachado de "homofóbico e preconceituoso". Peraí, galera. Deixa a gente se divertir com a mulherada em trajes sumários; vocês colocam os homens em trajes sumários e se divertem também. E todo mundo fica feliz.

::: posted by Olavo Soares at 17:56
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Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008 :::

Wazari

Faixa em frente a uma academia:

"Seu filho precisa de disciplina? Aulas de judô aqui"

Fica a dúvida: a idéia é matricular os pequenos no judô para que eles aprendam com a sabedoria oriental ou a aula é direcionada aos pais, para que apliquem uns bons golpes nos mais levados?

::: posted by Olavo Soares at 09:56
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Quarta-feira, Fevereiro 20, 2008 :::

Tem neguinho alucinando com sorvete de baunilha²

Do Yahoo Notícias:

Autoridades espanholas alertam para suco com cocaína no mercado

Dizem que o acompanhamento ideal para o suco são as balas Van Melle.

::: posted by Olavo Soares at 19:52
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Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008 :::

I like you, I like sex

Que eu gosto de "Borat", todo mundo sabe. Considero que o filme tem um humor que consegue ser simultaneamente inteligente e grotesco, agradando aos que apreciam essas duas vertentes da comédia, o que é meu caso. Acho também que quem não gostou não tem capacidade intelectual para tal (sim, irmã, isso é uma indireta a você).

Mas, apesar de gostar muito do filme, não chegarei ao ponto de comprar um dos seus produtos licenciados, à venda na internet. A foto abaixo ilustra o que estou dizendo.



Não, não. Tudo tem limite. Aliás, aposto que o sujeito da imagem deve ter morrido de vergonha na hora de bater a foto. E que não deve ter divulgado essa peripécia a nenhum de seus amigos. Pena que não sou amigo dele... senão essa foto estaria na caixa de email de todos os seres possíveis, incluindo seu eventual chefe e/ou superior no trabalho.

Enfim, se alguém tiver coragem e quiser comprar, é só clicar aqui. Boa sorte. Mas não use perto de mim, OK?

::: posted by Olavo Soares at 16:12
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Uma verdade

O cartaz afixado na parede diz:

"Teatro não é mercadoria"

Concordo. Afinal, mercadoria é algo que tem que ter qualidade, tem que ter algum valor, que ser importante para alguém, que ter alguma relevância à sociedade.

::: posted by Olavo Soares at 13:47
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Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008 :::

Quer falar com quem?

O telefone toca.
- Fala, rapaz! Tudo certo?

O telefone toca.
- Oi, amor! Já tava com saudade...

O telefone toca.
- Oi, mãe. Tô ocupado, já te ligo, pode ser?

A massificação da bina (lembra quando chamavam de "olho mágico"?) trouxe praticidade e comodidade para os usuários de telefone celular. E a tecnologia está cada vez mais sendo usada também nos fixos residenciais. Mas tal recurso, apesar de seus ganhos, tem um lado dos mais complicados. Por causa do uso maciço da bina, o "alô" está em extinção.

Pare para pensar, nobre leitor: há quanto tempo você não fala "alô" ao atender uma chamada no telefone celular? Muito provavelmente sua resposta ao toque foi similar às citadas no início do post.

O "alô" se restringiu às respostas para as famigeradas ligações dos números não identificados - que, como geralmente são de telemarketing ou do trabalho, são respondidas com "alô" porque mandar um "o que você quer, seu FDP?" de cara pegaria muito, muito mal.

Triste situação a do "alô". Em breve, essa simpática interjeição estará restrita às memórias nostálgicas, sendo citada apenas nas lembranças do seriado "Alô, doçura" ou no axé "Alô paixão", da Banda Eva.

Se bem que... o "alô" até que tem seus usuários. Quem tá abandonado, mesmo, e sem volta, é seu similar mais brega, o "pronto". Esse tá mais que frito. E já vai tarde, aliás.

::: posted by Olavo Soares at 19:04
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